O Cavaleiro Imperfeito - Sobre o Orgulho
Bom, acredito que uma das mensagens mais óbvias (e importante) do livro é a inutilidade do orgulho.
Em uma parte do livro, quando Sir Lancelot está conversando com a Rainha, ele diz:
"Você não entende o que é querer ser bom nas coisas?(...) Só as pessoas carentes, ou más, ou inferiores têm que ser boas nas coisas."
Essa frase é melhor explicada bem mais para frente na história, quando Sir Lancelot retorna, santificado, da busca pelo Graal. Ao retornar da busca, ele se reúne com o Rei e a Rainha e conta de como lutou com seu filho, Sir Galahad - o único cavaleiro perfeito que conseguiu alcançar o Graal.
"- Enfrentei Galahad com toda destreza que podia, e ele me fez sofrer a queda mais perfeita, Realmente (...) ele me fez sofrer a única queda de minha vida. (...) estava jogado no chão, e Galahad montado em seu cavalo sem dizer uma palavra, quando chegou uma mulher que estava reclusa na ermida perto da qual lutávamos. Ela fez uma mesura e disse "Que Deus esteja convosco, melhor cavaleiro do mundo".
(...)
O Rei e a Rainha esperaram.
Lancelot limpou a garganta e continuou:
- Estou tentando lhes contar sobre meu espírito, se entendem o que quer dizer, e não sobre minhas aventuras. Assim, não posso ser modesto sobre isso. Sou um homem mau, eu sei, mas sempre fui bom nas armas. Era um consolo para minha maldade as vezes, pensar - saber - que eu era o melhor cavaleiro do mundo.
- Então?
- Bem, a dama não falava comigo. (...) A dama olhava para além de mim, para meu filho Galahad, que se afastou a meio galope logo que ela falou. Logo depois a dama também se foi.
- Que coisa horrível de dizer! - exclamou o Rei (...)
- Ela disse o que Deus tinha lhe mandado dizer. Vejam, ela era uma mulher sagrada. (...) mas na ocasião, eu não pude suportar aquilo. Senti como se tivessem arrancado meu suporte, e sabia que ela tinha dito uma simples verdade. Senti como se ela tivesse partido o último pedaço do meu coração."
Nesse trecho vemos que, quando o homem se apega, através do orgulho, em feitos, talentos ou até mesmo posições e poder, ele vai acabar se decepcionando. Por que? Porque tudo é mutável. Tudo está sujeito a mudança, exceto Deus, que é perfeito e imutável.
É na mudança das coisas que o orgulho encontra sua inutilidade.
Em uma parte do livro, quando Sir Lancelot está conversando com a Rainha, ele diz:
"Você não entende o que é querer ser bom nas coisas?(...) Só as pessoas carentes, ou más, ou inferiores têm que ser boas nas coisas."
Essa frase é melhor explicada bem mais para frente na história, quando Sir Lancelot retorna, santificado, da busca pelo Graal. Ao retornar da busca, ele se reúne com o Rei e a Rainha e conta de como lutou com seu filho, Sir Galahad - o único cavaleiro perfeito que conseguiu alcançar o Graal.
"- Enfrentei Galahad com toda destreza que podia, e ele me fez sofrer a queda mais perfeita, Realmente (...) ele me fez sofrer a única queda de minha vida. (...) estava jogado no chão, e Galahad montado em seu cavalo sem dizer uma palavra, quando chegou uma mulher que estava reclusa na ermida perto da qual lutávamos. Ela fez uma mesura e disse "Que Deus esteja convosco, melhor cavaleiro do mundo".
(...)
O Rei e a Rainha esperaram.
Lancelot limpou a garganta e continuou:
- Estou tentando lhes contar sobre meu espírito, se entendem o que quer dizer, e não sobre minhas aventuras. Assim, não posso ser modesto sobre isso. Sou um homem mau, eu sei, mas sempre fui bom nas armas. Era um consolo para minha maldade as vezes, pensar - saber - que eu era o melhor cavaleiro do mundo.
- Então?
- Bem, a dama não falava comigo. (...) A dama olhava para além de mim, para meu filho Galahad, que se afastou a meio galope logo que ela falou. Logo depois a dama também se foi.
- Que coisa horrível de dizer! - exclamou o Rei (...)
- Ela disse o que Deus tinha lhe mandado dizer. Vejam, ela era uma mulher sagrada. (...) mas na ocasião, eu não pude suportar aquilo. Senti como se tivessem arrancado meu suporte, e sabia que ela tinha dito uma simples verdade. Senti como se ela tivesse partido o último pedaço do meu coração."
Nesse trecho vemos que, quando o homem se apega, através do orgulho, em feitos, talentos ou até mesmo posições e poder, ele vai acabar se decepcionando. Por que? Porque tudo é mutável. Tudo está sujeito a mudança, exceto Deus, que é perfeito e imutável.
É na mudança das coisas que o orgulho encontra sua inutilidade.
