A Natureza do Bem - 1
O título original deste livro, escrito por Santo Agostinho (354- 430), é De Natura Boni Contra Manichaeus.
Agostinho escreveu este livro para, como o nome diz, refutar a teoria do mal proposta pelos maniqueus: que toda natureza é má por ser feita de matéria, que seria o cárcere do espírito. Ele próprio foi adepto da seita por um tempo, antes de se converter.
Hoje vou apenas dar uma visão geral do livro:
Santo Agostinho parte da premissa que toda natureza é boa pelo simples fato de ser. Porém, como toda natureza foi criada a partir do nada por Deus, esta é corruptível.
A corrupção dos seres já havia sido definida por Aristóteles como "a transformação do ser em não-ser."1 Agostinho segue essa mesma linha de pensamento.
Agostinho diz que toda criatura possui um modo, uma espécie e uma ordem. Séculos depois, São Tomás de Aquino (1225-1274) "pergunta-se se é correta a tríplice distinção de Agostinho e conclui que as coisas não poderiam ser de outra forma, pois essas três realidade integram o bem de cada natureza. (...)Toda criatura possui uma essência limitada e recebida (modus), mas também é uma perfeição formal (species) e aponta para um fim (ordo)"2
Segundo Agostinho, quanto maior o modo, espécie e ordem melhor sua natureze e vice-versa. Onde não existe ordem, modo e espécie, também não existe natureza. O mal seria uma privação de um bem da natureza do ser, diminuindo o modo, espécie e ordem - transformando o ser em não-ser, como afirmou Aristóteles.
Para Agostinho, a única natureza incorruptível e imutável é Deus, pois Ele ordenou, especificou e moderou todas as coisas. Tudo o que Deus fez do nada é corruptível, mas não são assim as "coisas geradas d'Ele, porque seriam o que é Deus mesmo"3, ou seja, para o Santo, Jesus Cristo é também incorruptível e imutável, pois foi gerado de Deus e não a partir do nada. Vou falar disso mais para frente.
1 - Aristóteles, Metafísica.
2 - Tomás de Aquino, De Bono.
3 - Santo Agostinho, A Natureza do Bem, Cap. 10.
Agostinho escreveu este livro para, como o nome diz, refutar a teoria do mal proposta pelos maniqueus: que toda natureza é má por ser feita de matéria, que seria o cárcere do espírito. Ele próprio foi adepto da seita por um tempo, antes de se converter.
Hoje vou apenas dar uma visão geral do livro:
Santo Agostinho parte da premissa que toda natureza é boa pelo simples fato de ser. Porém, como toda natureza foi criada a partir do nada por Deus, esta é corruptível.
A corrupção dos seres já havia sido definida por Aristóteles como "a transformação do ser em não-ser."1 Agostinho segue essa mesma linha de pensamento.
Agostinho diz que toda criatura possui um modo, uma espécie e uma ordem. Séculos depois, São Tomás de Aquino (1225-1274) "pergunta-se se é correta a tríplice distinção de Agostinho e conclui que as coisas não poderiam ser de outra forma, pois essas três realidade integram o bem de cada natureza. (...)Toda criatura possui uma essência limitada e recebida (modus), mas também é uma perfeição formal (species) e aponta para um fim (ordo)"2
Segundo Agostinho, quanto maior o modo, espécie e ordem melhor sua natureze e vice-versa. Onde não existe ordem, modo e espécie, também não existe natureza. O mal seria uma privação de um bem da natureza do ser, diminuindo o modo, espécie e ordem - transformando o ser em não-ser, como afirmou Aristóteles.
Para Agostinho, a única natureza incorruptível e imutável é Deus, pois Ele ordenou, especificou e moderou todas as coisas. Tudo o que Deus fez do nada é corruptível, mas não são assim as "coisas geradas d'Ele, porque seriam o que é Deus mesmo"3, ou seja, para o Santo, Jesus Cristo é também incorruptível e imutável, pois foi gerado de Deus e não a partir do nada. Vou falar disso mais para frente.
1 - Aristóteles, Metafísica.
2 - Tomás de Aquino, De Bono.
3 - Santo Agostinho, A Natureza do Bem, Cap. 10.

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